Com o lançamento da loja de aplicações para iPhone/iPod (AppStore) a Apple deu um enorme impulso ao desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis. Recentemente, apenas 3 meses após ter anunciado que cruzara a marca de 2 bilhões de downloads na AppStore, a Apple divulgou que tinha cruzado a marca dos 3 bilhões de aplicações.
Correndo atrás do prejuízo, outros players do mercado de dispositivo móveis trataram de montar e anunciar suas próprias lojas, dedicadas à venda de aplicativos para suas plataformas. Estes, contudo, iniciam a corrida com muita desvantagem pois não só a Apple tem décadas de experiência com a crição de sistemas operacionais e ferramentas para desenvolvimento, como tem aproveitado muito bem o fato de ter chegado primeiro no mercado.
Dados revelados recentemente pela Apple e pela empresa de pesquisas Gartner indicam que a Apple poder ter ficado com 99.4% dos downloads de aplicativos realizados durante o último ano. Estes números indicam um dominância praticamente total do mercado de aplicativos móveis e colocam a Apple numa posição privilegiada para o desenvolvimento de sua plataforma móvel no futuro.
O gráfico acima mostra a fatia do mercado que sobra para todas as outras empresas que tentam disputar este mercado. Esta posição privilegiada favorecerá muito a Apple, caso os boatos sobre o lançamento de um dispositivo estilo tablet com um tela com entorno de 10 polegadas estiverem, corretos. Quase todos os boatos referem-se a um dispositivo rodando uma versão do iPhoneOS que é a versão especializada do OS X (sistema operacional dos Macs) para rodar nos dispositivos móveis. Isto poderia fazer com o que o novo dispositivo já chega-se ao mercado com milhares de aplicações disponíveis para uso imediato.
Se Apple realmente apresentar um dispositivo tipo tablet no evento que está programado para o próximo dia 27 de Janeiro, a tendência será de que sua receita com aplicações venha a subir significativamente pois estará estendendo bastante o público que poder estar interessado em um dispositivo capaz de rodar as aplicações já existentes para o iPhone, sem falar em aplicações especialmente desenhadas para o novo formato e resolução proporcionados por uma tela muito maior.
As estimativas de receita direta para a Apple, que fica com 30% do valor de venda de todas as aplicações, indicam que este já pode ter ultrapassado a casa do 1 bilhão de dólares. Esta receita, adicional à criada pela venda dos aparelhos em sí, coloca a Apple numa posição muito confortável para enfrentar empresas que estão entrando com telefones num mercado que passou a ser de computadores e de software.
A única empresa atualmente no mercado com um background comparável com o da Apple é a Microsoft, mas o seu desempenho neste segmento tem sido menos do que brilhante com a sua participação caindo durante todo o ano de 2009. A Microsoft deverá lançar uma versão nova de sua plataforma para dispositivos móveis e smartphones este ano. O Windows Mobile 7 promete ser uma atualização significativa, mas será o bastante para trazer a Microsoft de volta para a disputa?
*Os gráficos deste artigo são da Apple e do Gartner, obtidas através do blog ArsTechnica.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
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